
16/11/2004 01:52 E depois do feriado prolongado... ... voltamos com a programação (a)normal. Cultura? O novo filme de Almodóvar, "La mala Educación". Bobagem e informação? Lego e muambeiros. Hein? Bem, vamos de trás pra frente! Muambeiros A Ponte da Amizade não justificou seu nome neste domingo. É que os cidadãos paraguaios de Punta del Leste fecharam a fronteira com o Brasil, impedindo quem foi às compras de voltar para o lado de cá. O motivo? O endurecimento (ôpa!) da fiscalização da Receita Federal, que está desencorajando os muambeiros de continuar se arriscando na "profissão". Em suma: o piti paraguaio é porque o Brasil está cumprindo a lei. Que coisa, não? Salvem os legos!! A notícia mais assustadora da semana não veio dos EUA, muito menos do Oriente Médio. Deu na Veja: a Lego está em crise e corre o risco de fechar as portas em breve. As simpáticas pecinhas plásticas de montar estão encalhadas nas lojas de brinquedos: as crianças preferem o videogame. É preciso fazer alguma coisa a respeito. Que tal, durante o próximo ano, só presentear a garotada com lego? É divertido e inteligente. Má Educação Que tem muito padre por aí comendo criancinhas não é novidade. Mas Almodóvar, que sofreu na pele a má educação oferecida por uma instituição católica na Espanha, dá o mais belo murro no estômago da Igreja. O filme é muito bom, a despeito do que alguns críticos têm escrito por aí. O gênio espanhol não perdeu a mão, apenas dirigiu uma película em um estilo diferente das suas últimas e consagradas obras. Em tempo: eu respeito o Catolicismo. Se tem padre que come criancinha, tem médico que mata paciente, tem advogado que suborna a polícia e artilheiro que não faz gol. São exceções que devem ser combatidas e punidas, sem ser confundidas com a regra. Yuri Achcar | comentários(4)
16/11/2004 19:09 A despedida - Pronto! Vamos embora, senão perco o avião. - Calma, amor. Dá tempo de você tomar um copo d’água. Ela toma três pequenos e apressados goles e larga o copo sob a bancada. - Como é que adiantam o vôo em duas horas sem me avisar nada?! Isso é um absurdo!! - Vamos chegar a tempo, você vai ver. - Rummmm, rummmm, bííííípe, rummmmmm... - Dindon... Atenção passageiros do vôo 1473, com destino a São Paulo. Última chamada. Embarque pelo portão 9. - Ai, meu deus!! É o meu vôo!! Tchau, amor!! Alguns minutos depois, entendi: ela havia ido embora. Ao chegar em casa, exalando um sentimento misto de melancolia, solidão e tristeza, pude me despedir dela novamente. E dessa vez, sem pressa. O copo d’água ainda estava lá. Yuri Achcar | comentários(8)
12/11/2004 11:52 Big Mac e o câncer "O McDonald’s é a maior fábrica de câncer do mundo!" exclama dia sim, dia também, o meu avô, José Castor Maranhão. Hoje com 81 anos, gozando de boa saúde física e mental, ele foi um dos introdutores (ôpa) da macrobiótica em Brasília, ainda nos anos 70. De qualquer forma, sabe-se que uma alimentação baseada em fast-food não é recomendada a ninguém. Logo, não seria contraditório o maior patrocinador mundial do american way of lunch promover a luta contra o câncer em crianças? Sim e não. Afinal, o câncer infantil tem muito pouco de influência ambiental. Morre-se pela boca, mas depois de muitos e muitos anos. E além de não ser o caso, quem pode condenar a luta contra o câncer? Que venha a Phillip Morris ajudar também!! O Pequeno Príncipe Terminei de reler o livro de Antonie de Saint-Exupéry semana passada. Curti mais do que na primeira leitura. Tudo bem, eu só tinha sete anos... deve ser porque, hoje, conheço os dois lados da moeda. A forma foi bem peculiar: Tays, uma amiga que mora em Campo Grande-MS, recebia de um amigo, por e-mail, um capítulo por dia e me reenviava para lermos juntos. Pensava eu. Quando perguntei uma coisa sobre o livro, ela confessou que não leu nenhum capítulo. Pode? O que a Globo não mostra 
Vendo essa foto, lembrei de uma luta do Popó aqui em Brasília, há uns dois ou três anos atrás. Toda vez que o Galvão Bueno entrava com um flash ao vivo, antes da luta, a torcida gritava em coro: "Galvão, viaaaaaado!! Galvão, viaaaaaado!!". Nunca achei que pudesse ser tão divertida uma luta de boxe. Era visível o seu constrangimento. Yuri Achcar | comentários(5)
11/11/2004 00:29 A nação em polvorosa 
Eis que surge Angélica, toda faceira, curtindo a lua-de-mel com Luciano Huck em Miami, sem a parte de cima de seu biquíni. As fotos de Leonardo Pereira estão na Contigo desta semana e é o assunto de capa da edição. A loirinha que inferniza a pacîência dos telespectadores com o horrível Game Show, às 2 e pouco da tarde, mostrou pela primeira vez ao público o patrimônio. 
Será que fazia muito calor? Ou será que o marido já andou metendo o nariz no meio e lhe disse ao pé do ouvido: "amor, odeio marquinha de biquíni, tira, vai?". Nada disso. A hipótese levantada pela equipe de especulações do Chá com Torradas é a de que Angélica fez topless e foi flagrada sem-querer-querendo porque está orgulhosa do seu novo, digamos, volume peitoral, e quer que esqueçamos de vez os seus tímidos peitos de outrora. E como é peito de mãe, ninguém vai ficar pensando bobagem, certo? Yuri Achcar | comentários(7)
10/11/2004 12:35 Enquanto isso, no banheiro feminino do cinema... - Ah, eu nem tô com muita vontade, sabe? Mas é que da última vez que saí do cinema e resolvi esperar chegar em casa, passei em um pardal a mais de 130 km/h. Foi o xixi mais caro da minha vida! Yuri Achcar | comentários(5)
09/11/2004 12:16 Cinema brasileiro a 2 reais não empolga público Apesar dos diversos títulos e dos preços módicos, poucas pessoas compareceram, ontem, ao V Projeto Brasil Cinemark. Na hora do rush, a taxa média de ocupação das salas foi de 30%, segundo o ICTEA, Instituto Chá com Torradas de Estatísticas Aleatórias. Há dois anos, o clima era de festival, com centenas de pessoas nas filas tentando assistir a um, dois, três (meu caso) ou até quatro filmes. É verdade que a UnB estava de greve naquela época, mas não justifica. Ou o povo já viu todos os filmes ou os cinéfilos de plantão não se empolgaram com tantas produções Globo Filmes entre as películas em cartaz. Redentor é um dos melhores filmes do ano É mais uma produção global, com celebridades globais. Mas a originalidade do roteiro, o ritmo e os efeitos especiais do filme destacam-no dos outros filmes-novelinhas. Pedro Cardoso e Miguel Falabella não comprometem a salada de surrealismo e humor negro, temperada com a acidez do cotidiano brasileiro, que o filme oferece aos espectadores. Em resumo: muito bom! De Passagem O Melhor Filme do Festival de Gramado em 2003 realmente mereceu o prêmio. Produzido com baixo orçamento, De Passagem pega uma carona temática em Cidade de Deus, mas as semelhanças terminam aí. A história é centrada em poucas personagens, com excepcional atuação dos atores, que seguram a trama com sutileza do início ao fim. E só Até que eu queria assistir, ainda ontem, a pelo menos mais um filme. Mas a minha outra metade não quis encarar O Vestido depois de duas películas tão nobres. Fica para depois. Goiás Velho, não: Goiás Velha O nobre leitor Gerciley, do blog Para Sapo (cuidado: o sapo votou no Bush), explica em comentário dois post abaixo que não há problema algum em chamar a cidade de Goiás de Goiás Velha. O problema é Goiás Velho, já que é “a” cidade, e não “o” estado. Em nome de toda a equipe de produção, de redação e de revisão do Chá com Torradas agradeço a observação e peço desculpas pelo equívoco. E as fotografias de Eduardo Erthal e Roberto Fleury continuam expostas na Photo Digital. Fui lá conferir: além de belas imagens, a exposição é uma aula de história e cultura. Powered by O texto de hoje foi escrito concomitantemente ao consumo de um pacote de 40g de Maçã Seca Crocante, sem adição de açúcar, rico em fibras, da Jasmine Alimentos Integrais, e de um capuccino produzido com um copo d'água aquecida em microondas mais um sachet de Capuccino Classic Três Corações e cinco voltas de 360 graus com a colherinha. Por hoje é só Estou pensando em adotar esses posts tudo-em-um diariamente. Não sei... estou em dúvida... o que acharam? Yuri Achcar | comentários(2)
08/11/2004 12:10 V Projeto Brasil Cinemark É hoje: diversos filmes brasileiros por 2 reais na rede Cinemark. Veja a programação da sua cidade em www.cinemark.com.br. Em Brasília, dentre os filmes que já assisti, considero obrigatórios Olga, Benjamin e Cazuza, além do premiado documentário Samba Riachão. Da série "não-vi-e-não-gostei", fuja de Querido Estranho, A Cartomante e dos filmes tipo novela-das-sete. Tenho curiosidade de ver o desempenho da premiada (?) Gabriela Duarte em O Vestido e de saber se Onde Anda Você e Viva Voz são tão chatos quanto parecem. Mas é certo que vou conferir Redentor (antes tarde do que nunca!) e De Passagem, que recebeu o prêmio de melhor filme em Gramado no ano passado. Uma boa forma de gastar meus quatro reais, que não compram sequer um Big Mac para ajudar as criancinhas. Yuri Achcar | comentários(2)
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